24/06/2020 às 09h36min - Atualizada em 24/06/2020 às 09h36min

Sem casos em MS, polícia alerta para ‘desafio do Pateta’, que sugere suicídio para crianças na internet

MidiaMax
A Polícia Civil de Campo Grande está em alerta para o novo desafio que leva crianças e adolescentes ao suicídio. O desafio que traz como personagem o ‘Pateta’ para chamar a atenção, começou no México em países de língua espanhola e chegou ao Brasil neste ano.

A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) recebeu um alerta da Polícia Civil de Santa Catarina, com orientações sobre o caso.

De acordo com a delegada Elaine Benicasa, ainda não há nenhum registro em Campo Grande, ou no Estado. “Ainda não temos nenhuma ocorrência aqui (Campo Grande), mas é necessário que os pais fiquem atentos ao que os filhos fazem na internet”, disse.

Elaine falou que o modos operandi do grupo, já que são vários perfis espalhados no Facebook, usam o nome de Jonathan Galindo, para se aproximar de crianças nas redes sociais começando com trocas de mensagens e avançando para mensagens de terror que incitam ao suicídio.

Os alvos seriam crianças de até 12 anos.

Desafio do Pateta sucede ‘baleia e momo’ na internet
Casos assim já foram registrados no Estado, quando do desfio da ‘Baleia Azul’, que teve origem na Rússia, onde eram distribuídos desafios em um grupo secreto onde os contatos eram iniciados pelo Facebook.

Entre os desafios estavam provas mórbidas que de certa forma preparam os participantes para o suicídio. Os casos foram registrados em 2017.

Em 2018, caso semelhante foi registrado, ‘Boneca Momo’ uma figura medonha, de olhos esbugalhados e parecida com uma mulher pássaro.

Na corrente, alguém se passa pelo personagem e lança um jogo com desafios perigosos, como o sufocamento e enforcamento.

A delegada alerta os pais para orientarem os filhos. “Os pais precisam trazer segurança e educação cibernética para os filhos, explicando sobre os males encontrados na internet”.

Elaine ainda diz que nunca se deve deixar a criança ou adolescente trancado no quarto navegando pela internet sem supervisão.

“Se for necessário, os pais devem instalar um programa espião para saber o que os filhos fazem na internet”, finalizou.
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