29/04/2020 às 13h49min - Atualizada em 29/04/2020 às 13h49min

‘Tenho direito de matar’: marido agride grávida de 8 meses com chutes na barriga

A vítima o flagrou mantendo relação sexual com outra pessoa

MidiaMax
Grávida de 8 meses, mulher de 21 anos foi agredida e ameaçada de morte pelo marido de 25 anos na noite de terça-feira (28), em Porto Murtinho, a 454 quilômetros de Campo Grande. Ele chutou a barriga da vítima, dizendo que mataria ela e a filha, porque era o pai e tinha direito de matar.

No registro policial consta que a vítima estava em casa de manhã com o marido, quando chegou uma outra mulher que ela não conhecia e começou a beber com o rapaz. Por volta das 14 horas ela decidiu chamar o marido, pois estava incomodada com a presença da outra mulher, quando foi agredida por ele com puxões de cabelo e tapas.

A vítima foi para dentro da casa, deitou e foi dormir. Algum tempo depois ela ouviu a mulher chamando pelo marido e, quando foi atrás deles, encontrou os dois mantendo relação sexual no banheiro da casa. A vítima decidiu ir embora da casa, quando o rapaz começou a gritar, a seguiu, empurrou e enforcou.

A cunhada da vítima tentou separar a briga, momento em que a mulher grávida caiu no chão e o marido passou a dar chutes na barriga. “Vou matar você e sua filha, pois eu sou o pai e tenho o direito de matar minha filha”, teria dito o homem. A vítima passou mal e Corpo de Bombeiros foi acionado, levando a mulher para o hospital.

Ao sair do hospital, a mulher ainda não tinha chamado a polícia, mas estava decidida a terminar o relacionamento e ir embora da cidade. Ela tentou ligar para a mãe, quando foi novamente ameaçada pelo marido. Em casa, quando começou a arrumar as malas, ela foi agredida mais uma vez pelo rapaz, com soco na barriga e correu até a cozinha, onde achou uma garrafa de cerveja.

A vítima se defendeu com a garrafa, causando um corte no rapaz. A mulher enfim conseguiu sair da casa, foi seguida pelo marido mas chamou a polícia e ele acabou detido em flagrante. O homem foi levado ao hospital por conta do ferimento causado com a garrafa e responderá pelos crimes de lesão corporal dolosa, quando há intenção e vias de fato, qualificados por violência doméstica.
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