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Centro-Oeste é região com maior incidência nos casos de dengue no Brasil

Secretaria de Estado de Saúde tem programação técnica com representantes do Ministério da Saúde

Por Rádio Ativa Naviraí em 24/05/2022 às 13:27:19

Parte de região com maior incidência de casos de dengue, Mato Grosso do Sul recebe, até quinta-feira (26), a visita técnica de representantes do Ministério da Saúde, com foco no enfrentamento das chamadas arboviroses.

"Já são 9 óbitos no Mato Grosso do Sul e no decorrer dessa semana sai outro boletim, que temos em investigação mais três óbitos. São números que nos impressionam, ninguém quer perder uma vida sequer, principalmente uma luta contra um mosquito, que é só a conscientização de cada um", comenta o secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, durante recepção da equipe técnica, na manhã de hoje na Governadoria.

Ele aponta que o combate tem que ser feito por toda a sociedade e, além das ações do poder público, a população não pode esquecer de seguir aquelas diretrizes contra o mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya: limpar os terrenos e verificar os possíveis acúmulos de água pelo jardim.

Ainda, esse alto número de casos fora do período de chuvas serve como alerta para toda a população. Pablo Fontoura é um dos representantes do Ministério da Saúde, consultor técnico da coordenação de arboviroses e chama atenção da sociedade.

"Percebemos um aumento no número de casos, com relação ao ano anterior, hoje nós temos um quadro muito semelhante ao de 2009, que tivemos um grande número de casos em todo o Brasil. É uma preocupação não só do Ministério da Saúde, mas dos Estados e Municípios".

Sobre a visita ele aponta que a ideia é justamente estreitar parcerias com Estados e municípios para o enfrentamento das arboviroses.

"Sabemos que é um desafio muito grande, que envolve outros setores além da saúde, e hoje o Ministério vem trabalhando na questão de trazer novos parceiros, visitando os Estado e trabalhando em conjunto para entendermos o cenário e desencadearmos as ações necessárias", pontua.

Na manhã desta terça-feira (24) houve reunião do comitê no primeiro horário, seguida de reunião na SES para profissionais da vigilância e controle de arboviroses do Estado e municípios. Antes do almoço o técnico da Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses, Geovane Nascimento, tratou da vigilância entomológica e controle vetorial.


confira o restante da programação das ações:

24/05 (terça-feira)

- 14h00 – Visita ao campo – atividade de controle vetorial

25/05 (quarta-feira)

- Público-alvo: Enfermeiros, médicos, auxiliares de enfermagem, LACEN e demais profissionais da saúde do Estado e municípios

- 9h – Manejo Clínico e Vigilância Laboratorial (Rivaldo Venâncio - Fiocruz/RJ)

- 11h – Discussão

- 12h00 – Almoço

- 14h00 – Investigação de óbitos (Eduardo Lana e Sulamita Brandão – técnicos da CGARB)

- Público-alvo: Profissionais da saúde do Estado, municípios e profissionais do hospital privado e regional de Campo Grande.

26/05 (quinta-feira)

- 8h – Equipe técnica da SES e Ministério da Saúde – visita técnica na Secretaria Municipal de Saúde e Unidade de Saúde de Jaraguari/MS.

- 9h – Equipe Ministério da Saúde - Visita ao LACEN

- 12h00 – Almoço

- 14h00 – Visita Técnica – Ministério da Saúde na Unidade de Saúde de Campo Grande – SESAU - Exercício prático – investigação de óbitos.

- 17h – Reunião de encerramento e encaminhamentos.


combate e prevenção

Vale ressaltar que de 20 a 24 de junho é considerada a semana de combate ao aedes aegypti, com ações de limpeza em áreas de alta incidência.

Assessor militar na SES, o Coronel Marcello Fraiha comentou que haverá um grande evento de conscientização populacional de combate ao aedes aegypti.

"Estamos no alerta vermelho. De semana em semana epidemiológica os casos têm aumentado. Precisamos da colaboração de todos", disse ele.

Pablo Fontoura lembra que o combate é uma ação multisetorial, considerando que, hoje, o mosquito está está adaptado ao ambiente domicíliar.

"Sabemos o papel fundamental da população no combate, a colaboração da população em relação à educação de saúde e fazer sua parte, que é o mais importante", comenta.

Ele lembra que, das três principais arboviroses (dengue, zika e chikungunya), o cenário enfrentado por cada Estado varia conforme a região.

"Para dengue temos região Centro-Oeste com o maior número de casos. Para chikungunya já é a região nordeste", revela.

Por fim, considerando a distribuição heterogênea das arboviroses em território nacional, ele ainda assim reforça que trata-se do mesmo vetor.

"Sabemos que teve a estruturação do sistema de saúde para Covid, mas hoje a gente trabalha com essa reestruturação do serviço voltado para as arboviroses, que a gente tem não só para se evitar a transmissão e número de casos, mas o agravammento desse número de casos e óbitos", finaliza.

Fonte: Correio do Estado

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